Anatomia da página
Onze blocos, nesta ordem. Cada um responde uma pergunta que o leitor faz sem falar — pular um deixa a objeção viva e ela reaparece no botão de comprar.
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Manchete que nomeia a dor
Abre no incômodo, não na promessa. Uma pergunta que o leitor responde “sim” por dentro — até quando você vai aceitar isso? — segura a rolagem melhor que qualquer garantia de resultado logo no topo.
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Quem está falando
A história de quem vende, partindo exatamente do ponto onde o leitor está hoje. É o bloco que compra permissão para todo o resto da página. Sem ele, o texto vira propaganda; com ele, vira relato.
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A promessa
O que a pessoa vai conseguir, dito no resultado e não no conteúdo. “Aprenda dez aulas” não é promessa; “seu conteúdo para de ser invisível” é.
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O método com nome próprio
As fases batizadas — três costuma ser o número certo. Dar nome transforma “um monte de aula” em método, e método justifica preço. É a diferença entre vender acesso e vender caminho.
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O que está incluso
Módulos e materiais listados com o problema que cada um resolve, não só com o título. A pessoa precisa conseguir montar sozinha o valor do pacote.
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Bônus empilhados
Itens extras somados à oferta principal, cada um com valor declarado. Um deles fica sem revelar — o presente surpresa dá motivo para entrar mesmo a quem já decidiu que não precisa do resto.
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Prova
Depoimento com número antes e depois, não elogio genérico. Print original vale mais que texto reescrito e bonito: o leitor está procurando alguém parecido com ele que deu certo.
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Preço com ancoragem
Valor cheio primeiro, preço atual depois, parcelamento em seguida e, por último, a redução ao custo diário. A ordem é essa porque cada número faz o seguinte parecer menor.
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Garantia acima da obrigatória
A lei brasileira já dá sete dias de arrependimento em compra online. Oferecer o mínimo não é benefício — é obrigação disfarçada. Duas ou quatro semanas transferem o risco para quem vende, e é isso que o leitor lê nas entrelinhas.
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Perguntas frequentes
Não é suporte: é o campo onde cada objeção real morre. Quarenta perguntas não é exagero, é trabalho feito — cada uma nasceu de alguém que não comprou e disse o porquê.
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Último aviso
Recapitula a escolha em poucas linhas e repete o botão. Fecha quem rolou a página inteira sem decidir, que costuma ser a maior fatia de quem chegou até ali.
A oferta
Cinco peças que trabalham juntas. Tirar uma não reduz a conversão um pouco — costuma derrubar a estrutura toda, porque cada uma neutraliza um motivo diferente para não comprar.
Rastreamento
É a parte que quase todo mundo pula, e a que decide se dá para escalar. Cada nível do anúncio carrega o próprio identificador na URL, então o relatório de vendas responde qual criativo pagou — não apenas qual campanha.
utm_campaign = [PRODUTO] [VENDA] [CBO] [BLOCO 14] | id-da-campanha
utm_medium = [PÚBLICO 23-54] [ÂNGULO] [H2] | id-do-conjunto
utm_content = [H3] [ÂNGULO] [VÍDEO] [@CRIADOR] | id-do-anúncio
utm_term = Instagram_Stories
Por que assimO nome legível diz o que é sem abrir o gerenciador; o identificador ao lado permite cruzar com o custo real. Um sem o outro não fecha a conta: nome sozinho não junta com gasto, número sozinho ninguém lê.
Quando usar, e onde quebra
É o funil mais simples de montar e o mais fácil de perder dinheiro, porque não existe rede de proteção entre o clique pago e a decisão de compra.
Use quando
- O produto se explica por texto e imagem, sem precisar de demonstração ao vivo.
- O ticket aguenta o custo do clique frio — abaixo disso, a conta não fecha.
- Existe prova real disponível: resultado de aluno, print, número antes e depois.
- Há verba para testar vários criativos até achar o ângulo que qualifica.
- A oferta é a mesma o ano inteiro, sem data de abertura e fechamento.
Quebra quando
- O criativo traz curioso. Página longa não conserta público errado — só cansa mais rápido.
- Falta prova. Quanto mais longa a página, mais ela precisa sustentar o que promete.
- A garantia é a mínima da lei. Sete dias sinaliza medo de quem vende.
- O checkout tem atrito: sem parcelamento, sem pix, com campo demais.
- O rastreamento é só por campanha. Aí escala-se o anúncio errado com dinheiro real.
O que medir
Seis números, na ordem em que o problema aparece. Quando a venda cai, é sempre um deles — e olhar só o último faz perder tempo no lugar errado.
| Número | O que ele revela |
|---|---|
| Taxa de clique | Se o criativo fala com quem interessa. Clique alto com venda baixa significa ângulo que atrai curioso. |
| Custo por clique | O preço de trazer uma pessoa. Sobe quando o público satura e o criativo envelhece. |
| Rolagem da página | Até onde as pessoas leem. Diz qual bloco está derrubando a leitura. |
| Visita → checkout | Se a página convence. É o número que julga a copy, não o tráfego. |
| Checkout → pago | Atrito na hora de pagar: forma, parcela, campo a mais. |
| Custo por venda | Confrontado com o ticket, é a única conta que decide se escala ou se desliga. |
NotaTambém vale acompanhar reembolso: taxa alta não é problema de tráfego, é a página tendo prometido mais do que o produto entrega.